Em cenário de estabilização, pequenas empresas se destacam nos serviços de marcas
Num ano de incertezas econômicas no mundo inteiro, os pedidos de marca no INPI se estabilizaram, com variação negativa de 2% entre 2011 e 2012. Como destaque positivo, resultado do trabalho de conscientização feito pelo INPI, micro e pequenos empresários, além de empreendedores individuais, ampliaram sua participação no total de serviços de marcas feitos ao INPI.
Em 2007, por exemplo, estes grupos representavam 17% dos pedidos de marcas e outras petições (ex.: prorrogações e certidões de busca) enviados ao INPI. Por sua vez, em 2012, pequenos e médios empresários, além dos empreendedores individuais, ampliaram sua participação para 30% do índice total de serviços de marcas. Tais grupos são prioridades nas ações do Instituto.
Por sinal, o número de pedidos em 2012 foi de 149.611, cerca de 2% a menos do que em 2011, quando o INPI registrou 152.931 solicitações. O período de crise global foi um dos fatores principais para o quadro de estabilização, interrompendo o crescimento observado até 2011, já que a incerteza leva muitos empresários a adiarem investimentos e, com isso, o lançamento novos produtos e marcas.
Os dados mensais de 2012 mostraram uma desaceleração geral, o que gerou um quadro de estabilidade: em dez meses do ano, a diferença (para mais ou menos) foi inferior a 10% na comparação com o mesmo mês de 2011. Entre estes, seis tiveram queda e quatro, alta.
Em 2012, houve apenas dois momentos de flutuações maiores - o que também é normal em crises, pois fatores pontuais podem gerar picos de incerteza e aversão ao risco. Estes momentos ocorreram em outubro, com aumento de 20% sobre o mesmo mês de 2011, e dezembro, com decréscimo de 27%.
FONTE: INPI
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